Quando chegou à estação dos comboios sentiu um grande vazio e uma enorme tristeza.
Estava sozinha, ia partir e não estava lá ninguém para lhe dizer adeus. Culpou as suas amigas por não a compreenderem e não a apoiarem, culpou o Hélder por ter ido para o Alentejo e por a ter deixado sozinha e vulnerável, por fim, culpou o Rui por não se ter apaixonado por ela.
Respirou fundo e culpou-se a si. Culpou-se por ter afastado as suas amigas e por não lhes ter dado ouvidos, culpou-se por ter perdido o Hélder, que agora sabia, era o homem da sua vida, culpou-se por se ter deixado levar pelos beijos calorosos do Rui.
Culpava-se agora de toda a sua solidão e, acima de tudo, arrependia-se da sua decisão de abandonar Coimbra, mas agora já não podia voltar atrás.
Ia a caminho de Lisboa.
por Patrícia de Carvalho
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