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Oeiras, Portugal
jornalista. escritora.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Retrospectiva


Mais um ano que acaba.


Olho para trás e gostava de voltar a viver o ano de 2008. Faria as coisas de maneira tão diferente, viveria de maneira tão diferente. Viveria de maneira melhor, encararia as situações de uma maneira distinta e tomaria atitudes mais adequadas, mais racionais e menos emotivas.

O melhor de 2008? O fim do meu curso, o nascimento do meu primo mais novo (parto a que eu assisti), o primeiro trabalho como jornalista, as férias no Algarve, o início do mestrado e ter tirado a carta!

O pior de 2008? Não vale a pena referir. As coisas e as pessoas só têm a importância que lhes damos e ja dei demasiada importância a pessoas que não valem isso tudo!

Enfim, mas o ano não volta atrás. Náo há nada a fazer. Agora a única coisa a fazer é aprender com todos os erros que cometi e viver melhor o próximo ano, que vai ser certamente melhor que este ano que passou. Afinal, a minha felicidade já espreita!

Desejo a todos um óptimo 2009
por Patrícia de Carvalho

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Estar ou não estar?!

Como é bom estar e não estar.
Estar quando quero.
Não estar quando não quero estar.
Estar consoante o que me vai na alma e no coração. Estar onde quero, o tempo que quero e da maneira que quero. Estar aqui, ali e acolá e ao mesmo tempo não estar. Estar só porque sim e estar porque vale a pena estar. Apenas estou se quero estar e quando não quero estar, é porque estou noutro lugar. E assim vagueio entre estar e não estar. Estar onde pertenço estar, onde me pedem para estar e onde faz sentido eu estar.
Estou onde me sinto bem em estar e com quem gosto de estar.
Agora estou aqui, mas quanto tempo mais me resta para aqui estar?



por Patrícia de Carvalho

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Parabéns


Parabéns a mim que faço anos!


Desejo que este novo ano traga tudo o que eu procuro e preciso. Que tenha sempre as pessoas mais importantes por perto, as outras que fiquem à distância de segurança necessária.


Espero daqui a um ano estar novamente aqui, sentada na minha cama a escrever mais um texto de parabéns a mim mesma.


Eu mereço tudo de bom.



por Patrícia de Carvalho

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Mudança

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança. Todo o mundo é feito de mudança, tomando sempre novas qualidades"
Luís de Camões


Luís de Camões era realmente uma pessoa que sabia do que falava.
O tempo passou, eu mudei e as minhas vontades também. Há um ano atrás eu queria o que achava que me podia fazer feliz. Passado um ano constato que o que eu queria não era o que eu precisava, não era o que me preenchia, não era o necessário para me fazer feliz.
Aprendi tanta coisa. Conheci tanta gente. Vivenciei tantos momentos e em nenhum deles o que eu queria estava presente. Agora respiro de alívio. Já não preciso do que queria para ser feliz, acho mesmo que nunca precisei. Aliás, acho mesmo que o que sempre procurei anda aqui algures a rondar-me.
O que interessa é que mudei. Estou mais forte, menos ingénua e mais realista. Dou valor ao que tenho e não ao que não tenho. Quero o necessário e não o dispensável. É assim!

Mudaram os tempos, mudaram as minhas vontades, mudou o meu ser, mudou a minha confiança. A vida é feita de mudança, o importante é ganhar novas qualidades.

por Patrícia de Carvalho

sexta-feira, novembro 28, 2008

Sinto falta

Sinto falta daquele abraço,
Aquele abraço que me dá segurança
Aquele abraço que está lá para me apoiar
Nas boas e nas más decisões.
Sinto falta de ter uns braços à minha volta
Que me agarrem a cintura para não me deixar fugir
Que me puxem para perto e que não me deixem ir para longe.
Sinto falta que me olhem com aqueles olhos,
Com aquele olhar e com aquela ternura.
Que sorriam para mim em tom confidente
E que digam que me adoram

Há dias assim...


por Patrícia de Carvalho

sábado, novembro 22, 2008

Florbela Espanca - Languidez

Fecho as pálpebras roxas, quase pretas,
Que poisam sobre duas violetas,
Asas leves cansadas de voar...

E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

sábado, novembro 15, 2008

Apetece-me


Apetece-me!
Apetece-me voltar atrás no tempo
Fazer tudo o que não pude fazer
Fazer aquilo que não me deixaram fazer.

Apetece-me!
Apetece-me ter menos uns anos
Acreditar no que já não acredito
Confiar no que já não confio.

Apetece-me!
Apetece-me ser adolescente no sentido puro do conceito
Ser rebelde
Sonhar sonhos insonháveis
Acreditar no inacreditável
Lutar por uma batalha perdida.
Apetece-me!
Apetece-me ser o que não sou
Ter o que não tenho
Conhecer quem não conheço.
Apetece-me!


por Patrícia de Carvalho

sexta-feira, novembro 07, 2008

Lifefouse - Everything

Find me here,
And speak to me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me to the place
Where I'll find peace... Again
You are the strengthT
hat keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

You calm the storms
And you give me rest
You hold me in your hands
You won't let me fall
You steal my heart
And you take my breath away
Would you take me in
Take me deeper, now

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

Cause you're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
Everything, everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better any better than this
And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
Would you tell me how could it be any better than this

quinta-feira, novembro 06, 2008

Naquele lugar


E nesse lugar encontrou a paz
Encontrou o sossego que necessitava
Para curar as feridas do passado

Continuava a viver aquele amor
Mas em tom de despedida
Na esperança que a cada dia que passasse
Uma lembrança morreria

E assim seria
Até enterrar definitivamente aquele amor
Aquela paixão desmedida e despropositada
Que lhe tinha tirado a cor aos seus dias

Vivia, agora, emersa numa profunda amargura
E a culpa era daquele sentimento ingrato
Daquela ligação inexplicável e
Daquela ilusão de segurança e conforto

Tentava enterrá-lo no passado,
Onde realmente pertencia
Mas uma música o reanimava,
Um gesto aludia à sua existência

E nem mesmo o céu,
Nem mesmo as estrelas
Fugiam a essa marcação constante de presença.

E as lágrimas subitamente voltavam a aparecer
E naquele lugar tão só e tão seu,
Sofria sozinha a mágoa daquela paixão.

por Patrícia de Carvalho

segunda-feira, novembro 03, 2008

Lágrimas


E ela chorou.
Sentia uma angústia de tal forma grande
Que lhe apertava o peito
E dificultava a respiração.

Era um nó tão apertado
Que chorar era a única maneira de aliviar aquela dor
Era a única maneira de libertar aquela mágoa.

E em cada lágrima caía uma lembrança
E em cada lembrança vinha uma recordação
E em cada recordação reinava a saudade
E ela sabia que tudo tinha sido apenas uma ilusão

Desesperava por não o ter
Mas se o tivesse não o quereria.
Tinha perdido todo o significado
Tinha perdido todo o sentido estar com ele

Desesperava por o esquecer
Pois só esquecendo não choraria.

E agora compreendia,
O grande erro que cometera
Agora percebia que tudo terminara
Não tinha mais lágrimas para chorar
Não tinha mais forças para continuar aquela luta

Queria esquecer
Esquecer que ele existira na sua vida
Esquecer o que tinha passado com ele
Esquecer que o tinha amado

E partiu,
Para um lugar longínquo.

por Patrícia de Carvalho

quinta-feira, outubro 30, 2008

O que restou?

Entregou-se de corpo e alma.
Sem medo e sem vergonha
Entregou-se totalmente.
A sua alma ja não lhe pertencia,
Pertencia a outra pessoa
Essa pessoa que detinha também o seu coração

Era tão feliz assim:
Vivia para ele e para o seu amor.
Tinha alcançado o seu sonho: ser dele
Não precisava de mais nada para ser feliz
Tinha o seu amor, os seus braços e os seus beijos
Tinha a sua atenção e o seu carinho
Tinha tudo o que sempre havia desejado

Quando menos esperava o sonho chegou ao fim
De um momento para o outro
Sem explicações nem justificações
Sem uma lágrima
Sem compaixão

Naquele tempo a vida só tinha sentido se fosse com ele
O futuro só existiria se fosse ao lado dele
E tudo o que planearam esmoreceu e desapareceu nas nuvens da ilusão

O que resta agora são lembranças
Mais tristes que felizes, mas lembranças.
Momentos vividos que perderam o significado e
Desaparecem agora no túnel do tempo.
Não têm já significado

Hoje já nada faz sentido.
Aqueles momentos perderam a alma.
Aquelas promessas perderam o sentido.
Aqueles beijos perderam o sentimento.

Hoje, ela olha para trás e o que vê é tempo perdido.

por Patrícia de Carvalho

segunda-feira, outubro 06, 2008

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.


Adeus.


por Eugénio de Andrade

quinta-feira, agosto 28, 2008

Erros

Como devia ter ficado pelo último post. Como não devia ter dado a segunda ou terceira ou quarta ou milhésima oportunidade. Foi tudo um erro. Não passou de um erro. Um terrível e estúpido erro. Um erro que custou o meu orgulho e o meu amor. Um erro que me atirou para o fundo do poço, um erro que jamais esquecerei e jamais perdoarei. Nem que passem mil anos, nunca me vou esquecer de tudo o que tive que sentir, nunca me vou esquecer da maneira que o senti e da maneira que achei que era suposto sentir. Uma amizade perdida e um amor falso. É este o balanço.

quarta-feira, março 12, 2008

I hate the way you talk to me, and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car.
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots, and the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick; it even makes me rhyme.
I hate it, I hate the way you're always right. I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh, even worse when you make me cry.
I hate it that you're not around, and the fact that you didn't call.
But mostly,
I hate the way I don't hate you.
Not even close, not even a little bit, not even at all."